Genevive

Quase todo mundo que gostava muito das aulas de português já pensou alguma vez na vida em ser escritor. Ou arriscou uns poeminhas na adolescência. Comigo não foi diferente.  Depois que eu descobri meu amor pela leitura, passei boa parte da adolescência lendo Agatha Christie. Era um livro dela por semana, às vezes mais. Então, lá pelos 18, eu escrevi meu próprio romance policial, muito imitando me inspirando na Agatha. E lembro que nessa mesma época eu tive uma ideia pra outro romance, este não policial. Era um romance bem romântico e trágico,  e eu passava horas pensando nele: na história, nos personagens e até nos atores que os encenariam na versão cinematográfica – pouco delirante desde sempre, rsrsrsrs.

Tipo Caco.

D-O-I-D-A

Vale a observação de que tudo isso foi antes do advento do computador chegar na minha casa. O romance policial foi escrito num bolo de folhas de caderno, e a história de Jamile e Joel  – estes eram o meu casal trágico – eu anotei  resumidamente num pedacinho minúsculo de papel, pra não esquecer. Porque, veja bem, todas minhas obras seriam escritas e passadas a limpo quando o computador chegasse.  E eu ficava pensando, “quando eu tiver o computador eu…”. Aham.  Aí um dia eu comecei a achar aquilo tudo muito besta e joguei todos meus escritos fora. Não lembro se foi antes ou depois do computador chegar, mas o fato é que, depois que ele chegou, eu não escrevi uma única linha.

O problema não era o computador...

O problema não era o computador…

Muitos e muitos anos depois, a vontade de escrever alguma coisa apareceu de novo. E mais do que ela, uma crise interna em que eu me perguntava por que foi que eu tinha parado de escrever. E eu realmente não sei a resposta. Também penso que se eu tivesse continuado com aqueles romances bobinhos, eles podiam ter se tornado algo melhor, eu teria praticado mais a escrita, sei lá… Aí, que drama.

Cry

Drama? Temos.

A vontade de escrever foi tomando uma forma um pouquinho mais consistente, e surgiu a ideia de fazer uma parceria com o namorido: eu escrevendo, ele ilustrando. E ele ilustra muito melhor do que eu escrevo, então estou muito no lucro  😀 Foi dessa parceria que nasceu a Genevive, a cabra:

Genenvive3

AAAAH, mas agora não é mais um romance trágico ou policial. É uma história infantil 🙂

A Genevive é a protagonista da história, que está terminando de ser lindamente desenhada <3. E mais do que isso, a Genevive é uma tentativa de voltar a escrever e me divertir com isso. Assim que estiver tudo pronto, iremos compartilhar por aqui 😉 Mesmo assim, acho que já posso riscar da lista:

  • Concluir o projeto “escrever livro infantil”. 
Muááh

Muááh

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9 comentários sobre “Genevive

  1. Nossa, me vi muito na sua história, Leio desde que me entendo por gente e foi com Agatha que realmente comecei a devorar livros e não apenas ler, Escrevia histórias, poesias, mas era muito tímida e com o medo que alguém lesse, acabei jogando tudo fora! Como me arrependo! Te desejo boa sorte nesse “recomeço”!

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